Queda do preço do petróleo reforça importância da verticalização da Petrobras e do uso estratégico das receitas
Ao longo de 2025, o preço internacional do petróleo apresentou trajetória de queda, interrompida apenas por elevação pontual durante a intensificação dos conflitos no Oriente Médio. No início de dezembro, o barril foi cotado, em média, a cerca de US$ 64 valor mais de 24% inferior aos aproximadamente US$ 82 registrados na primeira semana de janeiro. Esse movimento levou à revisão de projeções no setor de óleo e gás e à adoção de uma postura mais cautelosa nos investimentos, conforme indicado no Plano de Negócios 2025–2030 da Petrobras. A valorização do real, que se apreciou 11,3% entre janeiro e novembro, reforçou esse cenário ao baratear os derivados no mercado doméstico, embora também reduza a rentabilidade das exportações, em um contexto de ampliação do envio de petróleo cru brasileiro ao exterior.
Diante desse quadro, o refino nacional ganha relevância estratégica, por agregar valor ao petróleo bruto e reduzir a vulnerabilidade externa. No entanto, em 2025, apesar do crescimento da demanda, não houve expansão do volume de combustíveis refinados no país, o que manteve elevada dependência de importações, especialmente de diesel e GLP, ao mesmo tempo em que a Petrobras reduziu a projeção de investimentos no setor.
No mercado de diesel, o alto nível de importações........
