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O Super El Niño de 2026 já começou

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23.08.2026

Em meados de março deste ano, o Centro de Previsão da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), instituição vinculada ao Departamento de Comércio dos EUA, uma das agências de acompanhamento científico do clima mais importantes do mundo, fez a previsão de que teríamos 82% de chance de enfrentarmos um Super El Niño entre julho de 2026 a janeiro ou fevereiro de 2027.

A primeira pergunta que temos a fazer é: o que cada ente que constitui os Poderes da República do Brasil fez para mitigar as tragédias previstas? O que foi feito em cada âmbito de ação — Prefeitos e Câmaras de Vereadores, Governadores e Assembleias Legislativas e Presidente e Congresso Nacional? Eu acho que fizeram muito pouco. Mas adianto que não tenho, como quase ninguém tem, informações concretas do que foi feito para evitar que se repitam as tragédias, como as enchentes no Rio Grande do Sul; a seca e a diminuição dos volumes de água para agricultura, produção de energia e consumo humano no Nordeste; as queimadas com redução das chuvas no Norte e Centro-Oeste; e a confusão climática em São Paulo, com períodos de seca combinados com chuvas torrenciais, ventos severos e incêndios. Tudo isso já assistimos recentemente no Brasil. O último Super El Niño ocorreu no biênio de 2015/2016, mas tivemos um Forte El Niño em 2023/2024, com consequências severas para uma parte da população brasileira. Quem não se lembra das queimadas nos seringais, pastagens, citricultura e canaviais em São Paulo?

O Boletim Mensal nº 2, “PAINEL EL NIÑO” (INMET, INPE, ANA e outros), faz um diagnóstico preciso do que poderá acontecer em nosso país com o Super El Niño que está começando. Infelizmente, os projetos de obras estruturantes de médio e longo prazos praticamente não existem, assim........

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