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A queda de Maduro

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04.01.2026

Finalmente aconteceu. Depois de 28 semanas de blefes e advertências que não davam em nada, Donald Trump deu sinal verde a uma operação terrestre na Venezuela para capturar Nicolás Maduro e retirá-lo do poder.

O fato é inédito, conspira contra a região como zona de paz e estabelece um precedente perigoso para a vida democrática da América Latina. Nicolás Maduro não foi um líder democrático — esteve longe disso nesses 12 anos no poder — e foi ampliando os limites até romper completamente a democracia com a fraude eleitoral de 28 de julho de 2024.

Ele perseguiu e deteve opositores sem processo judicial prévio, manipulou as instituições do Estado ao seu bel-prazer e transformou a vida dos venezuelanos em uma tragédia, a ponto de expulsar 6 milhões de pessoas de sua terra.

Ainda assim, comemorar bombardeios e endossar que um presidente estrangeiro se autodesigne responsável pelo controle de outro país como se fosse uma casa de fim de semana é problemático. É o que pensam, a partir do progressismo, Lula e Claudia Sheinbaum — ou, desde a ultradireita europeia, Marine Le Pen. Essa discussão está em andamento e, como sempre acontece, vira um labirinto narrativo bizantino do qual é difícil sair.

Por isso, torna-se mais interessante concentrar-se no que podem ser os próximos passos. E, nessa análise, há vários pontos-chave. Um deles diz respeito ao brutal intervencionismo norte-americano como marca registrada........

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