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As eleições e a virtualização dos sentidos

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07.05.2026

Com a aproximação das eleições gerais, as diversas pesquisas de intenção de voto publicadas oferecem, mais do que o termômetro, um caminho para influenciar o eleitor – nem sempre ao que lhe interessa.

Não é sem razão a quantidade de amostras contratadas pelo mercado financeiro, por exemplo. Há interesses. Vejamos: a depender da oscilação entre Lula e Flávio Bolsonaro - Bolsonarinho, a bolsa também oscila, ganha ou perde pontos - a especulação do dólar, idem. Como os mercadistas não rasgam dinheiro, alguém está ganhando e muito, com isso.

É óbvio que não basta medir a temporalidade de disputas anteriores para que se possa cravar um resultado futuro. Entretanto, no ambiente tóxico das redes, o desejo e a obsessão por um resultado imaginário ganham foro de realidade objetiva. E aí “mora o perigo”.

A política, desde Maquiavel, passando por Hegel, Marx e Weber, vem ganhando contornos de ciência empírica, quando se trabalha com a concretude da realidade. Longe de um dogma ou produto de manuais, ainda que um componente do espectro social, como muitas vezes é entendida.

Nada mais distante da interpretação dialética da história e das mudanças sociais advindas do progresso da ciência e da técnica comunicacional, em especial na esfera digital.

Essa ambiência ganhou um tônus de polifonia e atraso cognitivo, uma espécie de voz ao letramento desfuncional de muitos, como acontece hoje, décadas depois de surgirem, nas mídias digitais. Hoje, plataformas de escala global operam com ferramentas de controle para a criação de ambientes........

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