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Golden Globes 2026: Será que este ano a indústria e a crítica fingem que são democráticas?

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11.01.2026

Previsões, favoritismos, calculadoras de estatística emocional e o drama anual de tentar adivinhar quem ganha enquanto o mundo perfeito dos Globos (Golden Globes) continua a brincar aos Oscars.

Começa sempre assim: o tapete vermelho ainda nem foi estendido, os jornalistas ainda não aqueceram as cordas vocais e já há meio mundo a jurar que sabe quem vai ganhar os Golden Globes 2026. Isto apesar de, todos os anos, os Globos ou melhor os Golden Globes — para não confundir com os da SIC — demonstrarem que a única regra que respeitam é a do caos educado. Mas vamos lá: domingo, 11 de janeiro, 20h em Nova Iorque (1h da manhã em Lisboa e outras geografias que não contam para as audiências da CBS), o circo volta a abrir as cortinas. E nós cá estamos, sentados com o coração partido entre o cinismo e o entusiasmo, a fingir que isto ainda nos surpreende.

Antes do drama propriamente dito, um par de notas de serviço: Nikki Glaser volta a apresentar a cerimónia, garantindo uma coisa essencial, o teleponto vai sofrer e as celebridades também. Há ainda duas homenagens que vão dar o tom “institucional”: Helen Mirren recebe o Cecil B. DeMille Award e Sarah Jessica Parker o Carol Burnett Award, o que explica porque metade de Hollywood decidiu aparecer este ano com mais brilho do que o normal. E há categoria nova: Digital Audio, traduzindo para a língua comum, podcasts, porque claro que já não basta sermos obrigados a ouvi-los no ginásio — e já são tantos, qualquer “gato-pingado” tem um —, agora também têm os Golden Globes.

Do lado do........

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