Discriminação de género: uma perversão religiosa
A desigualdade salarial entre homens e mulheres, para trabalho igual, persiste no nosso país. Na prática, há empregadores a considerar que o trabalho duma mulher vale menos do que o de um homem, no desempenho das mesmas funções. Isso não decorre de qualquer tipo de avaliação de desempenho ou de produtividade, mas sim dum preconceito ainda muito arreigado na sociedade portuguesa.
Há umas décadas considerava-se que o lugar das mulheres era em casa, a tratar dos filhos e com as tarefas domésticas exclusivamente a seu cargo, enquanto o marido fazia pela vida fora de portas. No tempo do anterior regime elas podiam ser professoras e enfermeiras mas precisavam de uma autorização especial do governo para casar. Apenas tinham um pouco mais de liberdade na vida artística, tanto no teatro como na música.
Com a implantação do regime democrático, deixaram de estar subjugadas aos maridos, que até aí detinham tutoria legal sobre elas – não podiam abrir uma conta bancária nem ausentar-se para o estrangeiro sem autorização deles – e passaram a poder aceder ao divórcio, mesmo tendo celebrado casamento religioso,........
