Prémio Laranja Amarga para a Saúde que passou da emergência ao pré-coma
Foi no já distante dia 29 de maio de 2024 que Luís Montenegro e Ana Paula Martins, com a frescura e galhardia de recém-chegados ao Governo, depois de 10 anos a penar na oposição de que Lucília Gago e Marcelo Rebelo de Sousa os libertaram, apresentaram o Plano de Emergência para a Saúde.
Eram 210 páginas de promessas, medidas e sonhos, para uma mudança radical e rápida, que já parecem de outro mundo no semana em que três portugueses morreram porque a emergência médica deixou de o ser, ninguém sabe quais são as urgências abertas e o irrequieto Presidente cessante que tudo comentou durante 10 anos diz agora que a 10 dias de eleições é suster a respiração e esperar que a borrasca passe.
As prioridades em maio de 2024 eram as cirurgias de doentes oncológicos, as condições para nascimentos em segurança para as mães e os bebés e a redução radical dos portugueses sem médico de família.
Entretanto, Ana Paula Martins já vai no quarto presidente do INEM, no terceiro diretor executivo do SNS e já substituiu mais de 20 das 39 direções das ULS, quase sempre por fiéis militantes indicados pelas estruturas regionais laranjinhas.
Quando o INEM colapsou, numa greve para a qual o Governo não tinha acautelado serviços mínimos, foi trucidada a Secretária de Estado especialista em gerir canais de televisão e Ana Paula Martins declarou que a partir daí dedicaria........
