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Prémio Laranja Amarga para a promoção da explosão dos preços na habitação

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Em Portugal, a dificuldade no acesso à habitação tornou-se gradualmente no maior obstáculo ao início de uma vida autónoma pelos jovens, à conquista de autonomia económica pela geração mais qualificada de sempre, à mobilidade territorial e à colocação de quadros qualificados, como médicos, professores ou polícias, em áreas críticas como a Grande Lisboa ou o Algarve.

A Comissão Europeia identificou uma dimensão global do problema à escala europeia, que se tornou crescente desde a crise dos mercados financeiros em 2008, que entre nós foi acentuado pela contração de rendimentos durante os anos do programa de ajustamento da troika, mas que assumiu uma dimensão dramática desde os anos da pandemia e foi agravada pela espiral inflacionista subsequente à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Aquilo que foi sempre uma questão nacional, gerida de forma descentralizada na maioria dos países pelas regiões e pelos municípios, tornou-se um problema central europeu que justificou a recente apresentação de um primeiro plano de ação europeu para a habitação. A estratégia europeia recomenda o reforço da habitação pública, que em Portugal é apenas de 2% das casas, medidas desburocratizadoras de moderação dos custos de construção e a limitação do alojamento local ou de investimentos especulativos nas grandes cidades e em zonas turísticas que provocam uma elevada pressão sobre os preços.

A Comissão Europeia mostra-se preocupada por na última década, na maioria dos estados-membros, os preços das casas terem subido acima da inflação e da variação dos salários reais. Tal sucedeu desde 2020 em 20 dos 26 países para que existem dados disponíveis e a situação agravou-se desde o final da pandemia.

No 3º trimestre de 2025, os preços........

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