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Prémio Laranja Amarga para a nota digital medíocre do Ministro da Educação

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01.07.2026

No meio de um Governo precocemente esgotado e desacreditado, com áreas desastrosas nos resultados obtidos, como as da Saúde ou da Habitação, talibans extremistas que incendeiam o ambiente político como Palma Ramalho e Leitão Amaro e pregadores de promessas por cumprir, como Castro Almeida ou José Manuel Fernandes, a surpreendente tranquilidade que vive o habitualmente buliçoso Ministério da Educação tem causado generalizada surpresa.

Fernando Alexandre tem percurso académico reconhecido, uma experiência governativa louvável nos tempos de Passos Coelho e o entrosamento partidário que lhe atribuiu a coordenação da moção de estratégia apresentada por Montenegro no recente Congresso do PSD.

Com uma sobriedade pouco frequente no Governo, surge como especialista de vocação universalista em áreas tão diferentes como a economia na universidade, a segurança interna na anterior vida governativa, a aviação civil (integrou a Comissão Independente nomeada por António Costa que optou por Alcochete para a localização do novo aeroporto) e agora a educação e ciência no Governo de Montenegro.

O principal crédito conquistado por Fernando Alexandre foi abrir os cordões à bolsa, promovendo aumentos significativos e a evolução da maioria dos professores para o topo da carreira. As habituais greves e manifestações tornaram-se episódicas, Mário Nogueira reformou-se e André Pestana fracassou na aventura presidencial.

Mas falemos agora dos ganhos de qualidade para o sistema na avaliação de final do segundo ano letivo desta governação.

A controvérsia sobre os alunos sem professor a pelo menos uma disciplina atravessou novamente todo o ano escolar, terminando com a desoladora conclusão de que o Governo não sabe quantos são os estudantes sem professores em........

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