Prémio Laranja Amarga para a mediocridade paroquial da política externa portuguesa
O mundo está mais perigoso do que nunca desde o final da II Guerra Mundial. A agenda dos responsáveis políticos é marcada pelo ritmo alucinante das declarações de Donald Trump, pelas ondas de choque do rapto do ditador venezuelano, pelas ameaças à integridade territorial da Gronelândia, pela ameaça à independência da Reserva Federal americana, pela repressão dos protestos na teocracia iraniana com ameaças de intervenção militar americana e pela consolidação do extermínio da população civil em Gaza e do apartheid na Cisjordânia.
Nada disto parece afetar substancialmente a mais confusa e menos mobilizadora campanha presidencial de sempre.
Luís Montenegro, provando que Marcelo tinha razão sobre o seu provincianismo político, oscila entre o desinteresse e a quase total ausência, dedicando-se a considerações paroquiais tentando mobilizar a sua claque para salvar o naufrágio da candidatura da figura menor de Fafe que queria como comparsa cúmplice em Belém. Marques Mendes foi vítima da sua colagem ao Governo, do anquilosamento do discurso e da desagregação política da direita tradicional.
As sondagens são incertas e muito dependerá do último impulso dos eleitores, da taxa de abstenção e até do estado do tempo, mas quem abandonou o “não é não” poderá ter agora que decidir entre a candidatura da democracia e a da extrema-direita que quer rasgar a Constituição, sendo a eventual tentativa de neutralidade em si uma opção clara.
A direita democrática europeia não........
