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Prémio Laranja Amarga para a cobardia internacional de um primeiro-ministro ausente

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05.01.2026

O ano de 2026 começa com a gloriosa afirmação da nova ordem mundial assente no regresso de um pensamento de século XIX, baseado no primado da força e na voragem imperialista na conversão das relações internacionais numa corrida pelos recursos naturais com direito ao controlo das zonas de influência pelos mais fortes.

Para Trump é indiferente o regime político que existe na Venezuela ou se Maduro tinha pouco carinho pelos direitos humanos e pela democracia. O que importa é o controlo das reservas de petróleo, tal como noutras paragens a apropriação das terras raras ou a sujeição de parceiros à obrigação de comprar armas ou outros produtos norte-americanos.

Perante isto, é obvio o regozijo contido de Putin que tem assim a plena justificação para exercer os seus direitos de controlo sobre as soberanias limitadas da Ásia Central ou de espaços eslavos como a Ucrânia ou a Sérvia.

Já Trump, se quisesse verdadeiramente perseguir ditadores, teria uma vasta possibilidade de escolha, desde o príncipe saudita que comprou Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, e que é conhecido por desfazer literalmente em pedaços jornalistas incómodos e que em 2025, com 356 execuções, bateu o recorde nacional de aplicação da pena de morte,........

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