A educação como primeira infraestrutura da sustentabilidade
Enquanto jovens, todos os dias nos dizem que somos o futuro.
Ouvimos essa frase em campanhas institucionais, discursos políticos, cerimónias de finalistas e conferências. Dizem-nos que será a nossa geração a enfrentar as alterações climáticas, a proteger a democracia, a combater a desinformação, a reduzir desigualdades e a encontrar respostas para problemas que hoje ainda parecem não ter solução.
Mas o curioso é que continuamos a ser educados como se o futuro fosse apenas uma versão ligeiramente diferente do passado.
A minha geração cresceu a ver o mundo entrar pela palma da mão.
Assistimos a guerras em direto no telemóvel antes de aprendermos geografia suficiente para as compreender. Vivemos uma pandemia quando ainda estávamos a descobrir quem éramos. Crescemos a ouvir que o planeta está em risco, que as democracias enfrentam desafios crescentes e que, muito provavelmente, teremos uma vida mais incerta do que a dos nossos pais.
Nunca tivemos tanto acesso ao mundo. E talvez nenhuma geração tenha sentido tão cedo o peso de o compreender.
Apesar disso, continuamos a acreditar que a principal missão da escola é preparar os alunos para um exame.
Medimos o sucesso pela capacidade de memorizar conteúdos, quando aquilo que o mundo nos exige é precisamente o........
