G-2? Não, obrigado!
Se os efeitos da intervenção militar norte-americana na Venezuela não alterarem completamente as relações internacionais, os presidentes da China e dos Estados Unidos da América deverão encontrar-se três ou quatro vezes ao longo deste ano. A primeira será em abril, em Pequim, numa visita de Estado que Xi Jinping retribuirá até ao final de 2026. Entretanto, estão também agendadas duas cimeiras em que ambos em princípio participarão: a da APEC (Cooperação Económica Asia-Pacifico), em Shenzhen, no sul da China, e a do G-20, na Florida. É o prenúncio de uma nova ordem internacional? A emergência de um “mundo bipolar” e a consagração do “G-2” anunciado no final de outubro por Donald Trump?
Desde que os dois países estabeleceram relações diplomáticas, em 1979, o antecessor de Trump foi o único presidente dos EUA que não visitou a China durante o seu mandato. Sob a liderança de Joe Biden, o segundo país mais populoso do mundo passou mesmo a ser considerado “um desafio aos interesses e valores” da NATO. Altos funcionários da administração Biden já concluíram que “a contenção da China........
