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O Brasil que se reinventa entre ausências e esperanças

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26.03.2026

O Brasil que se reinventa entre ausências e esperanças

Dia de enfrentar a França. A data pesa e se torna ainda mais complexa quando o Brasil chega até ela desmontado e quase reinventado na marra.

Não é o Brasil ideal. É o Brasil possível.

No gol, a ausência de Alisson. A zaga sem Marquinhos, Gabriel Magalhães e Militão. Nas laterais, dúvidas que parecem ecoar a cada convocação. No meio, o vazio de Bruno Guimarães, o jogador que mais sustentava a ideia recente de Carlo Ancelotti, e o atleta que mais atuou com o treinador.

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E, no ataque, a espera. A expectativa por Neymar. A adaptação sem Rodrygo. A falta que pode fazer Estêvão.

É fácil, diante disso tudo, olhar pro outro lado e ver a França organizada, talentosa, cheia de nomes fortes, como o de Dembélé, e já entrar no jogo torcendo contra o próprio roteiro.

Mas e se não? E se, ao invés de exaltar o que falta, a gente olhasse para o que nasce?

Oito nomes novos nessa convocação, oito histórias começando, oito possibilidades. Quem sabe Endrick não traga a brasilidade da qual ainda estávamos carente? Quem sabe a estrela de Wembley brilhe de novo? Será que Rayan ou até Igor Thiago podem nos impressionar? Será que Léo Pereira não pode trazer um pouco do espírito vitorioso do Flamengo para a seleção? E se Bremer aparecer como uma surpresa boa?

Qual o motivo de não ter fé na estrela de João Pedro que vem se destacando no Chelsea e já mostrou no Mundial de Clubes que decide e que pode ser mais do que promessa? Por que não acreditar em Andrey Santos que deve ganhar espaço no time titular?

Por qual razão não ser otimista com as caras novas, ainda sem peso e sem cicatrizes, que talvez entrem em campo sem medo e, justamente por isso, possam mudar tudo?

Quem sabe esse Brasil improvisado não seja um problema. Talvez seja um convite. Uma convocação para abandonar o apego ao que já vimos e começar a enxergar o que pode ser. Porque seleções também se reinventam. Também renascem. E quase sempre isso começa assim: meio torto, meio incerto, meio desacreditado.

E talvez, no meio das novidades e de improvisos necessários, esteja o começo de algo que a gente ainda nem sabe nomear. Vamos Brasil! Hoje tem seleção Canarinho e eu vou torcer demais!

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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