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Marinho diz que mereceu ser chamado à seleção: 'Era impossível eu não ir'

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09.03.2026

Marinho diz que mereceu ser chamado à seleção: 'Era impossível eu não ir'

De volta ao Vitória após quase 10 anos, Marinho sabe que não vive mais o auge de sua carreira. Entre 2019 e 2022, período que defendeu o Santos, o atacante teve seus melhores anos, somando 113 jogos, 41 gols e 18 assistências pelo Peixe.

Além dos números individuais, Marinho também chegou perto de conquistar a Libertadores, ficando com o vice da edição de 2020 — temporada na qual também foi eleito o melhor jogador da competição e o Rei da América.

O bom desempenho na época fez com que seu nome fosse fortemente especulado na seleção brasileira, mas a convocação nunca veio. Em entrevista ao Fala Aí, programa do Canal UOL, Marinho revela chateação por nunca ter defendido a Amarelinha e acredita que mereceu ter sido convocado em seu auge.

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No meu melhor momento, o que eu sonhei era com a seleção. Naquele momento, o treinador que a gente tinha na seleção sempre falava de meritocracia. E eu acreditava que, por mérito, era quase impossível eu não ir. O pessoal fala: 'Fulano é jogador de seleção'. Mas eu sempre via o treinador falar que seleção era momento. Eu vivia o melhor momento da minha carreira e acredito que, no Brasil, eu era o cara mais falado.Marinho, atacante do Vitória, ao Fala Aí

Tite era o comandante do Brasil no período e nunca chamou Marinho, nem para testes em amistosos. Depois de sair do Santos em 2022, o atacante foi para o Flamengo, onde perdeu e espaço e não recuperou a fase vivida no Peixe.

É uma pena, mas não é algo que eu me arrependa. Me entristeceu muito, porque merecimento eu tinha demais. Enfim, isso faltou, mas outras coisas também vieram para me deixar bem.Marinho

Meme que alavancou carreira

Marinho relembrou o inesquecível meme do "sabia não", que foi o que o colocou nos holofotes do futebol brasileiro. Em 2015, após uma partida pelo Ceará, ele foi dar uma entrevista na saída do campo e se surpreendeu ao saber pelo repórter que estava suspenso para o próximo jogo da equipe.

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Além de torná-lo famoso, o meme também rendeu um trocado ao atacante, que revelou ter vendido os direitos de uso da frase por R$ 70 mil. Embora tenha admitido que o meme tenha "ficado chato" após um tempo, Marinho reconhece a importância que a frase teve para seu reconhecimento.

Foi algo massa, muita gente falava que era o cara do meme, mas muitas pessoas foram olhar se eu era bom mesmo. Todo mundo falava sobre o meme, mas ninguém sobre o jogo. Uma coisa levou à outra. As pessoas começaram a procurar mais quem eu era.

A fama pelo meme também atraiu olhos para sua qualidade de jogo e, pouco depois de chegar ao Ceará, Marinho foi vendido ao Cruzeiro. A chegada à Raposa trouxe um momento especial com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que comandava o time mineiro na época.

A multa era baixinha na época, o Cruzeiro foi lá e me levou. Meu empresário me ligou e disse: 'Alguém vai te ligar aí'. Quando me ligou, eu atendi e era o Luxemburgo. Comecei a tremer, achei massa demais. Um cara fantástico, treinou os galáticos, eu fiquei nervoso na ligação. Ele falou: 'Sei que você tem proposta do México, mas aqui comigo você vai jogar e ser feliz, brigar por título. Lá é só dinheiro'. Eu falei: 'Beleza, se você me quer, eu vou'.

Depois da passagem de pouco sucesso no Cruzeiro, foi no Vitória onde Marinho teve sua primeira ascensão na Série A do Brasileirão. Ele foi um dos principais nomes do time que manteve o Leão da Barra na primeira divisão em 2016 e conquistou o carinho da torcida.

A passagem por Salvador, no entanto, durou pouco, e Marinho foi vendido para a China em 2017. Com o retorno ao Rubro-Negro, o atacante se sente voltando para casa — mesmo nascido em Alagoas, Marinho se considera baiano pelo carinho que tem com a torcida e com o estado.

Acho que eu nasci aqui, todo mundo acha que eu sou baiano. Quando eu vim para cá, em 2016, me receberam muito bem. Por isso falo que, mesmo sendo de Alagoas, sinto que nasci aqui. É minha terra preferida.

Veja o episódio do Fala Aí na íntegra

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