As semelhanças dos argumentos contrários ao fim da escala 6x1 e da abolição
As semelhanças dos argumentos contrários ao fim da escala 6x1 e da abolição
Nos 138 anos de uma inconclusa Abolição da escravidão, o Brasil ainda discute o direito ao descanso das/os trabalhadoras/es.
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1 pode ser votada em 27 de maio na Câmara dos Deputados e, depois, pode ser votada até 15 de junho no Senado.
As articulações políticas são intensas e os argumentos em contrário repercutem traços da mentalidade escravista presente no país.
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A redução da escala de trabalho é anseio da maioria da população, tendo alcançado amplamente o debate público desde 2024, a partir das mobilizações da deputada Federal Erika Hilton e do movimento Vida Além do Trabalho, desde 2024.
A PEC 8/2025, de autoria da deputada, foi apensada à PEC 221/2019, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes. A principal tendência, no contexto das negociações na Câmara em torno do tema é a redução da jornada de trabalho, de 44h para 40h semanais, com a substituição da escala 6x1 pela 5x2, sem diminuição do salário.
A proposta tornou-se pauta prioritária do atual governo, que enviou um projeto de lei sobre o tema e fechou acordo com o presidente da Câmara para votação da PEC e do projeto. Mas, nota-se uma morosidade - ou pacto de freio - no processo, com resistência à aprovação da proposta de políticos e empresários ligados à extrema direita. Ignorando o exemplo de experiências bem sucedidas em outros países do mundo que adotaram a medida, reiteram, que o fim da escala 6x1 vai quebrar o país.
Em contexto eleitoral, tais setores querem desqualificar o projeto, tratando-o como "falácia do governo", um movimento........
