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A fake news que abalou um presidenciável em 1921 e as eleições de 2026

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01.05.2026

A fake news que abalou um presidenciável em 1921 e as eleições de 2026

A proximidade com as eleições que ocorrerão a partir de outubro deste ano nos alerta para o provável impacto, durante o pleito, das notícias falsas que têm sido mobilizadas em grande escala para desacreditar candidatos e o próprio sistema eleitoral.

A preocupação é legítima, se considerarmos a influência do recurso nas eleições de 2018 e 2022, em especial, e seu potencial agravamento mediante a ampliação da disponibilidade do uso de inteligências artificiais generativas.

Mas as fake news não são novidades na política nacional. Ainda na Primeira República, parte da imprensa reproduziu cartas falsas que quase destruíram a candidatura de um presidenciável.

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Em 9 de outubro de 1921, o Correio da Manhã, alinhado a Nilo Peçanha, candidato fluminense à Presidência da República, publicou em sua segunda página uma de duas supostas "cartas comprometedoras" atribuídas a Arthur Bernardes - governador mineiro, aventado para disputar a Presidência contra Nilo -, e que seria endereçada ao também mineiro, o senador e ministro da Marinha, Raul Soares.

O Correio da Manhã, um dos jornais mais influentes do país, afirmou que a referida carta, datada de 3 de junho de 1921, seria "uma indignidade e uma afronta atirada ao Exército". A missiva atribuída a Bernardes, criticava um banquete organizado pelos militares, celebrado no Palace Hotel, no Rio de Janeiro, em homenagem a Hermes da Fonseca, ex-presidente da República........

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