Acordo com UE deixará carros importados mais baratos, mas ameaça fábricas
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia voltou a avançar de forma concreta nesta semana, com a aprovação política pelo Conselho da União Europeia - instância que reúne os governos dos países do bloco europeu.
O pacto envolve, do lado sul-americano, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e, do lado europeu, os 27 países da União Europeia. O objetivo central é reduzir ou zerar tarifas, harmonizar regras e facilitar o comércio entre dois mercados que, juntos, somam mais de 700 milhões de consumidores.
Embora a decisão não signifique entrada em vigor imediata, ela destrava uma etapa considerada decisiva e recoloca no radar do setor automotivo brasileiro uma pergunta-chave: quando e como os carros europeus podem ficar mais competitivos no Brasil - e o que isso muda na produção local e na disputa com marcas chinesas.
Wálter Maierovitch
Trump quer intervir no Irã, mas Irã não é a Venezuela
Milly Lacombe
Gerson chora e mostra que futebol não é só no campo
Alexandre Borges
O país precisa do Ministério da Segurança Pública
Pollyana Félix
Ano novo não anula relação mal resolvida com dinheiro
"A gente teve um enorme avanço agora, porque os Estados-membros da União Europeia deram sinal verde para a assinatura do acordo, mesmo com a oposição esperada de alguns países, principalmente França e Hungria", afirma Monica Rodriguez, consultora de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados.
Segundo ela, a resistência europeia segue concentrada no agro, mas não foi suficiente para bloquear o processo.
"Esses países manifestaram preocupação com impactos negativos para os agricultores domésticos, mas houve uma maioria qualificada favorável ao acordo", diz.
Apesar do avanço, o acordo não........
