'Gangue da pedrada' muda rotina em carros de app sobre uso de celulares
'Gangue da pedrada' muda rotina em carros de app sobre uso de celulares
Uma situação tão banal como passageiros que aproveitam o trânsito parado para resolver questões ou se distrair no celular virou motivo de preocupação para motoristas que circulam por São Paulo. Com o avanço da chamada "gangue da pedrada", profissionais passaram a pedir aos passageiros que evitem deixar o aparelho à mostra, principalmente quando o carro está parado no trânsito ou passa por regiões consideradas mais arriscadas.
O pedido não é uma regra oficial da Uber ou da 99. Trata-se de uma estratégia informal adotada por motoristas para tentar reduzir o risco de assaltos e também de arcar com o prejuízo de um vidro quebrado.
Levantamento do UOL Carros, com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, mostrou que foram registradas cerca de 1.602 ocorrências na capital entre janeiro e julho deste ano relacionadas à chamada "gangue da pedrada" - nome informal dado à modalidade em que criminosos quebram os vidros de veículos parados ou em baixa velocidade para roubar celulares e outros objetos.
Juca KfouriQuatro bets, das maiores, encalacradas na Justiça
Quatro bets, das maiores, encalacradas na Justiça
Graciliano RochaAvanço de Lula contra bets mira voto feminino
Avanço de Lula contra bets mira voto feminino
Thais BilenkyMessias x Andrei é 2ª parte de Mendonça x Moraes
Messias x Andrei é 2ª parte de Mendonça x Moraes
Josias de SouzaTrump fantasiado de Rambo é um problema
Trump fantasiado de Rambo é um problema
A região central continua sendo o principal ponto de concentração dos ataques. Só uma área nas proximidades da praça Dom José Gaspar reúne quase 10% das ocorrências identificadas na cidade.
A novidade é que a modalidade deixou de ficar restrita ao Centro. Grajaú, Cidade Tiradentes e Artur Alvim também passaram a aparecer entre os locais com registros, em um sinal de que o modo de atuação dos criminosos está se espalhando pela cidade.
"As plataformas só lamentam"
Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo), afirma que pedir para passageiros evitarem o uso do telefone já faz parte da rotina de muitos motoristas.
"Faz tempo que solicitamos tal cuidado aos passageiros, tanto pela perda dela mesmo em relação ao seu aparelho, quanto para com o prejuízo da quebra do nosso vidro", diz.
Segundo Souza, a preocupação vai além do prejuízo financeiro. "Afeta mais o psicológico, porque você não trabalha em paz hora........
