Romance sobre censura a livros espelha mediocridades bem atuais
Nós, leitores, gostamos de literatura e gostamos de livros em que os próprios livros e a própria literatura ocupam papel central na história. É bom ler a respeito do que somos apaixonados, encontrar reflexões e exaltações sobre a sua importância.
Desconheço leitor que não tenha se encantado ou, pelo menos, se identificado com "Vamos Comprar Um Poeta", do português Afonso Cruz (Dublinense). Num livrinho simpático e inquietante, o autor mostra como a abertura para a fabulação pode provocar cismas em universos embrutecidos.
Difícil não se lembrar da novela de Afonso ao ler "A Biblioteca do Censor de Livros", da kuwaitiana Bothayna Al-Essa (Instante, tradução do árabe de Jemima Alves). Como lá, a força que a literatura pode ter num universo estupidificado - e que, não por acaso, teme a arte - está no centro do romance.
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Em "A Biblioteca do Censor de Livros", somos levados a uma sociedade totalitária, onde uma infinidade de obras estão banidas. São permitidos apenas títulos insossos ou que pregam a palavra da revolução que alçou brucutus ao poder.
