Em papel ridículo, líder do Flamengo revela o que pensa sobre mulheres
O presidente do Flamengo convocou sócios para escutarem ele falar por duas horas sobre os resultados do primeiro ano de sua gestão. O ano das sete taças, como disse algumas vezes.
De frente a uma apresentação feita em slides, do modo mais corporativo possível, Bap, como é conhecido o executivo, falou de como sua gestão é um mega sucesso, de como o dinheiro não para de entrar, de como ele economiza em energia elétrica e em catracas, de como o clube é foda, de como tem muito time por aí que vive da grandeza do Flamengo, de como agora a piscina abre às quatro e meia da manhã para atender triatletas, de como o super poderoso sheik do Qatar pagou um pau para ele e de como o futebol feminino é titica de galinha.
Por duas vezes durante as quase duas horas o presidente usou a expressão "não vou aborrecer vocês com isso": quando os slides eram sobre futebol feminino e, mais tarde, sobre combate ao racismo.
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Um combate que obviamente é controverso já que ele manteve como diretor da base o sujeito que acredita que na Europa temos valências mentais e, na África, valências físicas. Alfredo Almeida, que cometeu essa declaração eugenista no meio do ano, está empregado na Gávea ainda. Como combater o racismo assim? Tem mesmo que passar rapidão pelo slide.
O Flamengo, de acordo com o tom da apresentação, é maior do que o futebol brasileiro, maior do que os anéis de Saturno, maior do que as galáxias de Andrômeda e Grande Nuvem de Magalhães e se nivela mesmo apenas com o grande e magistral, colossal futebol europeu.
Pausa para tocar o hino da Liga dos Campeões e o do Sauditão porque se um tem a bola o outro tem a riqueza.
O estimado sheik qatari dono do PSG, segundo relato de Bap entre slides, foi falar para ele que teve medo de perder a final do Intercontinental, que o Flamengo jogou pra burro e que o trabalho de Bap deve estar sendo muito bem executado porque foi muito difícil passar pelo Flamengo, que, nossa,........
