A ditadura venezuelana e a democracia americana
"O povo venezuelano está finalmente livre" berram alguns nas redes sociais celebrando os Estados Unidos que tiraram Nicolas Maduro do poder. Enquanto isso, em Minneapolis, uma cidadã americana é executada pela polícia-milícia imigratória de Donald Trump à luz do dia. Logo depois de disparar os tiros, a mesma polícia-milícia impediu que a americana fosse socorrida. Por quinze minutos, o carro contra o qual eles dispararam foi cercado por homens fardados que proibiram que a vítima fosse atendida por médicos. Em 2025, a polícia-milícia de Trump matou dezenas de pessoas apenas por esporte.
Analisar acontecimentos desse porte evitando simplificações convenientes e apontando as devidas associações é o que temos que fazer.
A primeira camada de análise é a mais óbvia: nada mudou para as pessoas na Venezuela com a invasão trumpista a não ser o aumento do medo de uma guerra iminente, o crescimento das filas nos mercados e a tensão que uma invasão por terra gera.
Daniela Lima
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Nos Estados Unidos, o governo trata parte da população como inimiga de guerra, uma situação que nós aqui na nossa aclamada democracia conhecemos relativamente bem porque a polícia também trata parte da população como não-cidadã.
A partir daí, a gente pode aprofundar.
Quem mais sofre diante de um cenário como esse estabelecido por Trump na Venezuela?
As mulheres que precisam manter a casa funcionando, a comida na mesa, as crianças saudáveis, seguras e protegidas. Dentro de cada........
