Práticas de descanso: gestos menores diante do Antropoceno
Práticas de descanso: gestos menores diante do Antropoceno
Marina Guzzo é professora associada da Unifesp no Campus Baixada Santista, pesquisadora do Laboratório Corpo e Arte no Instituto Saúde e Sociedade. Pós-doutora pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP, mestra e doutora em Psicologia Social pela PUC-SP.
Ela é organizadora e uma das autoras do livro "Práticas de descanso: gestos menores diante do Antropoceno", lançado este mês pela NUMA editora.
Marina me concedeu um depoimento sobre o livro, em que defende que é preciso romper a lógica do descanso como utilidade para performar mais e melhor. "O descanso é inútil", diz.
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A obra é um projeto científico, fruto da pesquisa de Marina e de outros cientistas, com apoio da Fapesp e do CNPq.
A ciência não é apenas feita de números e grandes respostas. A Universidade produz conhecimento de outras formas, investigando as ciências humanas e as questões da ordem do sensível, do histórico e tecendo especulações sobre futuro, imaginação de outros modos de vida possíveis e outros modos de cuidado.
É nesta lógica que se inscreve o livro. E é sobre ele a conversa com Marina da qual reproduzo alguns trechos.
O que é o Antropoceno?
É um termo que temos usado para designar a crise que estamos atravessando e especialmente a relação com a questão climática, pois a própria noção de crise já é falha, ao pressupor começo, meio, tratamento e fim.
Ela busca delimitar algo que termina e não sei se a crise que estamos vivendo vai terminar. É preciso falar em novo regime climático como sugere [o antropólogo e sociólogo francês] Bruno Latour.
No livro, falamos de Antropoceno, porque........
