Da cozinha da minha avó à praia de Bondi
Doutora em economia e professora da FGV. Atua como presidente da GeFam (Sociedade de Economia da Família e do Gênero)
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Eu adorava ir à casa dos meus avós. Assim que entrava, seguia quase por instinto até o armário dos doces, como se ele me chamasse pelo nome. Depois, ia à caça dos maços de cigarro do meu avô para, em seguida, jogá-los fora. Ele nunca brigava comigo. Sabia que aquele gesto era cuidado e uma preocupação com a saúde dele.
Também adorava conversar com a minha avó, sentada à mesa da cozinha da casa deles. Como um dado quase anedótico, em contraste com a taxa de fecundidade da época, minha avó materna teve apenas duas filhas. A transição demográfica no Brasil se consolidou nas gerações seguintes e, hoje, a taxa de fecundidade é muito baixa: 1,6 filho por mulher, abaixo da taxa de reposição de 2,1.
Há diferentes fatores que ajudam a explicar por que as famílias encolheram. Nesta coluna, apresento uma perspectiva sobre os efeitos da macroeconomia na queda da natalidade. Segundo a economista e prêmio Nobel Claudia Goldin, em seu artigo "The Downside of Fertility", o rápido crescimento econômico e as mudanças no © UOL





















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