Para ir, ou não ir, até Havana
Não conheço Cuba e provavelmente jamais conhecerei.
Era uma criança de 9 anos quando Fidel Castro e Che Guevara comandaram a revolução que a libertou da ditadura de Fulgêncio Batista e Havana era uma cidade pujante e chamada de "o prostíbulo dos Estados Unidos".
Depois, já no fim de minha adolescência, também fui encantado pelas proezas revolucionárias e pela ilusão de que, via luta armada, poderíamos fazer do Brasil um país em que vigorasse a máxima comunista, ou cristã?, do "a cada um de acordo com suas necessidades, de cada um de acordo com suas possibilidades".
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O livro "A Ilha", de meu amigo e vizinho Fernando Morais, publicado em 1976, despertou a vontade de conhecer o país vítima de cruel bloqueio por parte da nação mais poderosa do mundo.
Ali, em reportagem ao mesmo tempo realista e esperançosa, descrevia-se um povo tomado de orgulho e alegria, apesar das dificuldades.
Longe de ser rico, longe de ser miserável, o país vivia sob limitações, não havia fome, as crianças iam à escola, a saúde pública era conquista de todos e a........





















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