Banalizar o terror ameaça a economia brasileira
Banalizar o terror ameaça a economia brasileira
A recente decisão do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, é motivo de preocupação para os brasileiros. Há três elementos centrais nesse debate: a) a soberania nacional; b) os efeitos potencialmente danosos à economia brasileira; e c) a banalização do terrorismo revelada na decisão.
A questão da soberania, já levantada, corretamente, no posicionamento do governo brasileiro após o movimento dos EUA, é central. Não se deve conceber uma política ou diretriz aplicada sobre o Brasil, com implicações severas para o país, sobretudo de modo desarticulado e não fundamentado adequadamente. A relação historicamente positiva, cooperativa e de diálogo entre os EUA e o Brasil não avaliza, ademais, uma ação intempestiva dessa natureza. O tarifaço já havia demonstrado o teor agressivo da política externa de Trump, mas as conversas entre ele e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinham produzindo certo alento. A atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin, em conjunto com o Itamaraty, idem.
Neste episódio da ação do secretário de Estado, outro elemento importante é a sua conversa com o senador Flávio Bolsonaro, que saiu de lá a contar vantagens e a propalar sua suposta influência sobre Rubio. É assustador, antes de tudo, que um membro do Poder Legislativo brasileiro orgulhe-se por considerar ter alcançado tal resultado. Isto é, teria obtido resultados contra o próprio país, envaidecendo-se do feito. Mesmo assim, pleiteia candidatar-se à Presidência da República. Resta elucubrar que tipo de política externa praticaria.
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