Nem passivos, nem impulsivos
A operação especial realizada pelos EUA em território venezuelano, que culminou com a captura de Nicolás Maduro, colocou-nos perante um dilema que é político, mas também moral. A tentação de confundir o fim com os meios é grande. Não podemos ignorar que o regime chavista tem um histórico pesado de repressão, corrupção, degradação institucional e, claro, fraude eleitoral. Nicolás Maduro governava sem legitimidade.
No entanto, saber isto não nos obriga a fechar os olhos ao método de atuação seguido pelos EUA. Foi uma atuação à margem do Direito Internacional, sem mandato do Conselho de Segurança. Perante esta circunstância, tem havido quem acuse a União Europeia de passividade. Mas importa olhar com frieza para os factos e, sobretudo, para os limites da ação externa europeia. O executivo comunitário, pela voz da Alta Representante para a Política Externa, assim como a generalidade dos chefes de Estado e de Governo europeus,........
