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O Matuto, o Vasco Santana e a Água Castello

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12.01.2026

Totalmente a propósito, O Matuto lembra com saudade, o Vasco Santana num diálogo surrealista com um candeeiro de rua: Boa noite V. Exa. V. Exa. vai perdoar-me a inconveniência, mas podia fazer-me o obséquio de me dar um bocadinho do seu lume? [O candeeiro permanece silencioso] Compreendi-te! Não te dignas dar lume a um humilde transeunte. Não te dignas baixar-te a mim, convencido que és alguém. Estás convencido que lá por dares luz a uma simples rua, és igual ao sol, que dá luz ao mundo. Desculpa que te diga, mas és um ilusionista, um ilusionista e um vaidoso. De resto, és igual a todos os homens, perfeitissimamente igual. Julgas que és alguém sem te lembrares que há outros que estão muito acima (onde é que eu já li isto?!) [O candeeiro continua mudo] (…) Decididamente não me queres dar lume. Boa noite! (Pátio das Cantigas, 1942)

O Marcello, a visita reacionária da ‘Casa das Pontes’, acha graça ao relato e logo acrescenta uma história sua:........

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