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Recordação de Sils-Maria

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25.08.2026

Li algures que cada um tem o seu próprio Nietzsche e, recusando obviamente as interpretações disparatadas que infelizmente abundam, considero que, naturalmente, o filósofo e a sua obra nos tocam de forma única e pessoal. O meu primeiro encontro com o autor de O Anti-Cristo (1888) foi no final do liceu, quando as edições de bolso da Europa-América, em que a qualidade do papel era tão má como a tradução, me acompanhavam. Os anos passaram e as leituras somaram-se, mas o magnetismo manteve-se. Verifiquei ao longo da vida que Nietzsche exerce uma atracção em especial nos mais jovens, mas que perdura com o avançar da idade, mesmo junto dos que dele discordam.

Para além de filósofo, Nietzsche foi compositor, poeta e filólogo. A Filologia Clássica foi o foco dos seus primeiros estudos e a disciplina para a qual foi convidado como professor pela Universidade de Basileia, em 1869. O jovem e brilhante docente iniciou um período muito intenso e variado, da participação como voluntário na Guerra Franco-Prussiana à amizade com Wagner e a sua mulher Cosima, passando........

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