A captura de Maduro, o Direito Internacional e a ‘doutrina Barrot’
Grande parte das reações que tenho visto à captura de Maduro preocupa-me e diverte-me. Preocupa-me pela generalizada complacência com a tirania demonstrada pelas elites políticas e jornalísticas da Europa. Diverte-me, pelo espetáculo que o contorcionismo dessas elites nos dá. O paradigma perfeito disso encontramo-lo em Jean-Noël Barrot, ministro francês dos Negócios Estrangeiros: «Esta operação militar não respeita o princípio do não recurso à força que funda o direito internacional. A França recorda que nenhuma solução política duradoura poderá ser imposta a partir de fora e que os povos soberanos decidem, sozinhos, sobre o seu futuro». Esta foi mais ou menos a reação de vários atores do mundo ocidental.
Esta obra-prima de uma receita que junta, em partes iguais, ignorância e má-fé merece três comentários:
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