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Seguro contra o improviso, versão Kaizen

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10.02.2026

Há semanas em que acordo e vou logo espreitar o boletim meteorológico. Chove, sopra, volta a chover. Todo nós andámos a falar mais nas depressões do que nas eleições. O setor agroflorestal, que é o mais exposto aos impactos das alterações climáticas, é sempre o primeiro a pagar a fatura. Em Leiria ou Odemira, onde a agricultura protegida em estufas é um dos  motores económicos, estruturas inteiras foram ao chão. Isto não se mede só em plástico e ferro. Mede se em ciclos perdidos, anos sem receita e frutas e legumes que deixam de chegar às prateleiras. Há também o Portugal longe, interior, onde a tragédia nem sempre é o que caiu, mas sim os solos encharcados, as máquinas paradas, cereais e pastagens por semear e árvores asfixiadas.

Nos últimos dias muito se tem falado de planeamento, e com razão. Existem instrumentos, roteiros e estratégias que dizem o que faze. O problema não é a falta de papel. É a falta de execução. Escolher prioridades, exigir cumprimento e medir resultados. É fazer o trabalho chato antes da emergência. 

Nos últimos meses andámos mais a falar sobre a estratégia “Água que Une”, mas adaptar à seca e adaptar à cheia são uma mesma ideia com duas caras. Na seca, interessa guardar água, reduzir perdas, aumentar........

© Sapo