(A) Ventura em Belém
Vivemos num mundo em mudança acelerada, marcado pelo desnorte e pelo enfraquecimento da Europa e das suas lideranças. Portugal, porém, continua, teimosamente, “à beira-mar plantado”, à espera que outros decidam por nós.
Nas últimas décadas instalou-se uma inércia política difícil de ignorar. Evitam-se políticas estruturantes, privilegia-se o curto prazo e governa-se ao ritmo do ciclo eleitoral. As decisões mais difíceis são sucessivamente adiadas, enquanto o debate público se empobrece e a confiança nas instituições se desgasta.
É neste contexto que se aproximam as eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026.
E talvez seja precisamente por isso que estas eleições mereçam uma reflexão mais profunda do que a habitual escolha entre nomes consensuais e previsíveis.
Que papel deve hoje ter o Presidente da República? Deve limitar-se a moderar, ou deve enquadrar, exigir e, quando necessário, condicionar o sistema político?
Durante........
