A estigmatização social à mesa do almoço
Há notícias que informam, há as que nos fazem sorrir, há outras que nos incomodam, e depois há notícias destas, que tocam na dignidade e nos mais básicos princípios de igualdade de oportunidades, que discriminam por razões sociais, que nos fazem lembrar o caminho que ainda temos de percorrer para permitir que o elevador social funcione mesmo. No colégio dos Salesianos de Manique, coexistem duas escolas, a dos meninos ricos e a dos meninos pobres, as refeições são diferentes, desde logo na qualidade, entre os meninos de pais que pagam a mensalidade e os que entraram na escola por via dos conhecidos ‘contratos de associação’.
Faço duas declarações de interesse, uma de caráter pessoal: Tenho duas filhas no colégio dos Salesianos de Lisboa, pelas quais pago as mensalidades devidas, e sou defensor de outro modelo de financiamento do sistema público de ensino, direcionado ao aluno e não à escola, para permitir a liberdade de escolha, a concorrência entre escolas, e para limitar as diferenças de partida entre quem vem de círculos sociais e de um contexto mais ou menos privilegiado.
O que diz, afinal, a notícia, originalmente da agência Lusa e que o ECO publicou aqui? No colégio dos Salesianos de Manique, em Cascais, há estudantes que pagam mensalidade e outros que frequentam a escola gratuitamente, graças a um contrato de associação celebrado com o Ministério da Educação para dar resposta a uma rede pública........
