Sem ilusões nem união: o mundo à deriva em 2026
Quatro autores que raramente caminham lado a lado estão apontando para o mesmo horizonte. Um economista laureado, um analista do poder global, um filósofo da ruptura e um arquiteto da governança internacional convergem num diagnóstico incômodo: o mundo se aproxima de 2026 exausto, fragmentado e perigosamente habituado a viver sem projeto. Não se trata de futurologia nem de retórica alarmista, mas da leitura fria de sinais já visíveis.
O que entra em desgaste não é apenas um ciclo econômico ou um mandato político, e sim a própria crença de que o sistema global ainda opera por ajustes automáticos, consensos mínimos e correções graduais. Instituições seguem funcionando, mas por inércia; lideranças administram crises sem oferecer direção; sociedades aprendem a aceitar o improviso como normalidade. O colapso, aqui, não é abrupto nem espetacular — é silencioso, progressivo e profundamente corrosivo.
Em seus textos recentes, Paul Krugman tem adotado um tom mais contido, talvez justamente por escrever com maior liberdade intelectual. Ele não antevê uma crise financeira clássica nem um choque........© Revista Fórum
