O lobbying eterno da indústria das substâncias químicas eternas
Passou exatamente um ano desde as revelações do Forever Lobbying Project sobre os impactos devastadores dos compostos “químicos eternos” (ou PFAS, na sigla em inglês) e sobre a campanha de influência corporativa que tem mantido estas substâncias nocivas na comida, água, solo e até nos nossos corpos.
A natureza convincente das provas apresentadas pelo Forever Lobbying Project deveria ter levado os responsáveis da União Europeia que trabalham na proposta de proibição dos PFAS ‒ compostos químicos persistentes presentes em produtos que vão das frigideiras antiaderentes aos aparelhos de ar condicionado ‒ a reconsiderar os seus contactos com o lobby da indústria e a garantir que a proibição prometida seja tão ampla e abrangente quanto possível.
Mas, 12 meses depois, a União Europeia tem, na melhor das hipóteses, enfraquecido a sua abordagem para regular estes produtos extremamente nocivos. Os lobbyistas da indústria química parecem estar a ganhar a batalha.
As provas sobre os problemas causados pela poluição por PFAS estão a aumentar, estando estes compostos associados a cancro nos rins e testículos, doenças da tiróide, danos no fígado e perturbações hormonais. Crianças pequenas, pessoas grávidas e idosos estão especialmente em risco.
Há evidências de contaminação por PFAS nos © PÚBLICO
