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Lipedema: para além da moda e da monetização, a ciência

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Reconhecida (mas não conhecida!) há décadas, esta condição tem ocupado recentemente o seu espaço na consciência colectiva. Entre redes sociais, meios de comunicação mainstream e conversas de ocasião, nunca se falou tanto de lipedema.

Em breves pinceladas, trata-se da acumulação crónica, progressiva e desproporcionada de gordura subcutânea, inflamada, nos membros inferiores (por vezes também superiores). Os pés e as mãos não são atingidos. Esta gordura é resistente às tradicionais medidas de combate à obesidade: restrição calórica e exercício físico. Provoca dor ao toque das zonas afectadas, pisaduras espontâneas ou demasiado fáceis e repercute-se negativamente em aspectos funcionais, estéticos e psicossociais. Afecta quase exclusivamente mulheres.

Codificado como uma doença com código específico na 11.ª versão da Classificação Internacional de Doenças, adoptada em 2019 pela Organização Mundial de Saúde, o lipedema era até recentemente muitas vezes desconhecido (ou pior, negado) por médicos de várias especialidades. A situação é hoje bem distinta em Portugal e é sobre ela que gostaria de reflectir.

A primeira característica que há que conhecer do lipedema é a ausência de........

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