O futuro da arquitetura luso-brasileira
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Há casas que se constroem com paredes, portas, janelas, e muitas outras se constroem com base na memória, língua, afetos e pertencimento. E, assim, casas passam a existir dentro de outras casas. Portugal e Brasil são, para mim, duas dessas casas. Duas nações separadas pelo Atlântico e ligadas por uma história que antecede em muito os movimentos migratórios contemporâneos. Sociedades que compartilham língua, referências culturais, afetos, conflitos e uma quantidade extraordinária de outras histórias.
Quando brasileiros chegam a Portugal e portugueses atravessam o oceano em direção ao Brasil, não estão entrando em um território estrangeiro. Cada um leva consigo uma casa. É essa imagem que me vem à mente, e não uma ideia de confronto presente na pauta de extremistas. A frase "uma casa dentro de uma casa" é minha.
Não pertence ao repertório teórico de Adam Grant, bacharel por Harvard e PhD em psicologia pela Universidade de Michigan, mas foi a leitura de sua obra, Dar e Receber, que me ofereceu uma chave para pensar o que acontece dentro dessas duas casas quando elas passam a compartilhar o mesmo espaço.
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Grant é professor da Wharton School e pesquisador dedicado à maneira como as pessoas se relacionam no trabalho e nas organizações. Em seu livro,........
