Os tarefeiros de Virtuópolis
Em maio de 2024, tive a oportunidade de refletir no PÚBLICO sobre as pretensões de uma classe profissional que, na minha opinião, interessa muito ao país compreender, dado que, em larga medida, a saúde pública dela depende. Ano e meio volvido, os jovens médicos continuam no centro de um furação mediático que, bem ou mal, monitoriza atentamente as insuficiências do sistema, como os tempos de espera nas urgências e os partos em ambulâncias. As escolhas profissionais dos jovens médicos passaram também a interessar à opinião pública, nomeadamente a escolha pelo trabalho à tarefa e as vagas desertas em algumas especialidades. O caso das vagas não preenchidas em centros de referência é especialmente preocupante e importa procurar reverter esta triste realidade o mais rapidamente possível.
A estrutura da carreira médica está construída de forma a premiar o médico que (não necessariamente por esta ordem) é bom tecnicamente, empático com os doentes, solícito para com as chefias, cordial com os colegas, que apresenta e escreve bem, publica artigos científicos e gosta de........
