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O colapso econômico do Irã e a falência moral das respostas internacionais

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Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.

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O Irã voltou a explodir. O que começou como protestos contra o colapso da moeda e a inflação galopante rapidamente se transformou em uma das mais graves crises políticas enfrentadas pela República Islâmica em décadas. Mais uma vez, a economia foi o estopim, mas, de novo, o alvo é o regime.

A desvalorização acelerada do rial iraniano corroeu salários, destruiu o poder de compra da população e escancarou o esgotamento de um modelo econômico sustentado por sanções, corrupção estrutural e prioridades ideológicas que colocam a sobrevivência do regime acima da vida cotidiana da sociedade. Afinal, a economia e a política são inseparáveis: quando a moeda entra em colapso, a legitimidade do poder entra em derrocada.

Os protestos atuais não surgem no vácuo. Eles se inserem em uma sequência contínua de levantes populares — 2009, 2017, 2019, 2022 e agora novamente —, todos reprimidos com violência crescente. Em 2022, a morte de Mahsa Amini, detida pela chamada polícia da moral por usar o véu islâmico de forma considerada inadequada, expôs de maneira incontornável a brutalidade do Estado iraniano. Desde então, o padrão se repete: repressão sistemática em vez de qualquer abertura real ao diálogo ou à reforma.

O que distingue o momento........

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