O nascimento de uma agência
O processo de extinção da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI), ambas fundidas numa nova Agência de Investigação e Inovação (AI2), foi anunciado a 31 de julho de 2025. Muitos meses volvidos, percebe-se que era uma intenção, uma filosofia. Uma Grande Ideia, se se quiser. Baseada, essencialmente, em ligar ciência a economia, e com o objetivo de pôr a primeira como motor da segunda.
Podemos pensar o que quisermos deste princípio geral. Importa que não condicione demasiado a ciência nacional, e produza algo economicamente interessante. Porque, se podemos tentar regular a atividade de cientistas por decreto, a ciência não segue esse caminho linear, nem passará a segui-lo por existir a AI2. Também podemos reiterar a ineficiência das instituições ora extintas, pelas quais se derramaram lágrimas de crocodilo. Mas o importante é que a medida não era alicerçada num plano preciso para atingir os objetivos propostos.
Ora, por trás de cada anúncio bem-sucedido de uma Grande Ideia, há, para além de investimento, um trabalho imenso e invisível. Antes de um tecno-visionário lançar um telefone que funciona como minicomputador tátil inteligente, passou a........
