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O Coração Ainda Bate. A arte da espera

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Continuo a ouvir amigas e amigos que somam experiências diversas no mundo das aplicações de encontros. Ouço mais as mulheres e lembro-lhes que pareço uma conselheira válida, mas apenas porque estou fora do mercado. Sinto cada dor delas como se fosse minha. Estar longe da teia permite-me ver de forma aparentemente clara as tácticas ardilosas de quem está no pelotão da frente – há uma dessensibilização para a amabilidade que me choca. Talvez eu tenha ficado no século passado.

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As pessoas em geral demonstram um entusiasmo quase juvenil enquanto a proximidade se constrói: o espanto toma conta de ambos, mesmo que haja sempre um lado que mais facilmente penda para o cinismo. Nestas aplicações, diz-me quem sabe, os homens trazem com eles a confiança de séculos: podem ser o que quiserem, que estouvados é coisa não lhes chamaremos. Boa parte das minhas........

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