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O homem que se foi embora de Belém

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09.03.2026

O homem que se foi embora de Belém deixa atrás de si um rasto do combustível que o alimentou – a vacuidade e a dissimulação.

Entrou em Belém depois de sair uma figura autopromovida a professor-de-rigor que estava acima da política, mas fazendo da política o seu modo de vida a partir dos anos 80 do século passado.

O homem que vivia sorrateiro e delirantemente devoto da teoria da intocabilidade do mercado, designadamente devido às suas irritações, tornou-se numa figura que estava a mais, mesmo para os seus próximos.

O que agora abandonou o palacete, e lá chegou por via de umas quantas conversas de treta num país com uma taxa de basbaquismo elevadíssima, tornou-se numa espécie de monarca sem reino, mas com muita ginjinha e sandes de qualquer-coisa-que-por-aí-haja.

Viveu dos media e para os media, encontrando nesse percurso quem lê títulos, jornais com muitos cadernos, e vê televisão, porque, se a desligar, tem de ir ao psiquiatra para poder dormir por não aguentar tanta solidão.

Conseguiu fazer, no país dos basbaques, de um mergulho, combinado com jornalistas, um........

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