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Atenção! Não pare. Nem escute. Nem veja. Nem pense

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17.04.2026

Os dias que seguem atrás dos dias dão ao tempo uma dimensão ancorada nesta divisão entre a noite e a luz. Por aqui andamos e vivemos, embora não seja a mesma coisa, mas não é esta diferença que me traz aqui.

Nas linhas férreas que atravessavam os caminhos/estradas havia um sinal/aviso – atenção aos comboios.

Agora, na humana linha de vida dos humanos, os sinais não são para parar, nem para escutar, nem para ver.

Tudo roda numa atafona — gosto desta palavra, um bocado alentejana, onde é mais usada — e no meio de um caldeirão de ruídos. A pressa tomou conta da vida. Até de ligar a televisão para afastar o silêncio.

Dizem que a televisão é a companhia; a humana anda longínqua. A verdade é que pouco se fala. Tecla-se. Às vezes ergue-se a voz para se ser ouvido. Habitamos o ruído.

Há quem diga que o silêncio é insuportável. Talvez a maioria das pessoas fosse obrigada a pensar no meio do silêncio. O ruído não é propriamente um incentivo para pensar, tem um certo poder anestesiante.

Nalguns media, impõe-se a........

© PÚBLICO