Enquanto não termino esta carta
E este barulho todo, este ruído que entra incessantemente pelas janelas abertas durante todo o dia, durante o período em que te escrevo, o único que tenho para te escrever, marteladas, motores de máquinas, obras que nunca mais acabam, não entendo como há sempre obras nesta rua, sempre qualquer coisa para destruir e reconstruir, um movimento inútil por ser tão provisório como a nossa passagem, e eu não consigo sequer ouvir-me com atenção, não consigo escutar aquilo que penso, quanto mais escrever-te esta carta onde quero contar-te as coisas que têm acontecido e que são todas por dentro, tirando uma queda, um tropeção na rua que me abriu um lenho no joelho direito, não........
