Quando as bolsas ignoram a guerra
Há algo de desconcertante nos mercados financeiros atuais. Enquanto se acumulam guerras, tensões geopolíticas, riscos energéticos e ameaças inflacionistas, as bolsas continuam a subir como se a realidade tivesse sido temporariamente suspensa.
A explicação imediata é simples: os investidores acreditam que os conflitos serão contidos, que os bancos centrais conseguirão controlar a inflação e que a economia global continuará a crescer. Mas há uma explicação mais profunda: os mercados estão cada vez mais dominados por uma narrativa tecnológica, sobretudo pela promessa da inteligência artificial (IA).
A IA tornou-se o grande tranquilizante financeiro do nosso tempo. Perante a guerra, os investidores olham para os lucros esperados das grandes tecnológicas. Perante........
