Perseguidos e já não tão esquecidos
Depois de já há vários anos tal questão ter sido suscitada sem êxito, o Parlamento Europeu, através da resolução TA-10-2026-0014, deu relevo às várias formas de perseguição de que são vítimas cristãos em todo o mundo e determinou a nomeação (que caberá agora à Comissão europeia) de um coordenador com a missão de monitorizar essa perseguição, cujos resultados deverão ser tidos em consideração no âmbito das opções de política externa da União Europeia. Considera tal resolução que se incluem nessas várias formas de perseguição «todos os atos de violência, discriminação, hostilidade, vandalismo ou discurso de ódio dirigidos contra pessoas, símbolos ou lugares de culto cristão». A COMECE (Comissão dos Episcopados da União Europeia) saudou a aprovação desta resolução, que vem na linha do que ela própria já havia solicitado.
Na verdade, não se compreendia o silêncio e a indiferença a este respeito por parte da União Europeia, que se quer apresentar como referência no âmbito da proteção dos direitos humanos.
Segundo declarações recentes do Observador Permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, o arcebispo Ettore Balestrero, os cristãos constituem a comunidade religiosa mais perseguida em todo o mundo; cerca de cinco mil foram assassinados por causa da sua fé no ano de 2025 e também nesse ano cerca de quatrocentos milhões foram vitimas de várias formas de perseguição também por causa da sua fé (nelas se incluindo, além do mais, detenções, torturas, escravatura e casamentos forçados). Essa perseguição vem sendo relatada por vários organismos, de que se destaca, no âmbito da Igreja Católica, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Um dos últimos relatórios desta Fundação tinha por título: “Perseguidos e Esquecidos”.
Ainda assim, a votação do Parlamento Europeu registou alguma oposição, com argumentos que........
