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Presidenciais: A forma e a substância (A minha luta)

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12.01.2026

Ligo à forma. É um facto. Não há como não. Cresci a ouvir que perdia a razão quando era malcriado. Nesses casos e para quem me educou: A forma suplantava a substância. Ficou-me.

Nos dias que correm, parece que só a substância importa. Só que, não há substância que resista à falta de forma. Assim como não há forma que valha, sem substância. São partes inseparáveis do que é a política, do que é ser político.

Existem políticos sem maneiras, nem decoro. Usam a má criação como arma política. A actual tendência para este tipo de actores é a da vitória. Logo, continuam com a mesma táctica e até a elevam (baixam seria o termo correcto).

Se este tipo de postura tem sucesso, quer isto dizer que o povo que nele vota é malcriado? Sim, é.

No mínimo, tem uma educação débil. Ou então, ingenuamente, acredita que quem assim se comporta, o faz por jogo político e porque não está no poder. Engana-se: Quem assim fala em campanha – colocando em causa o Estado de Direito a independência dos Juízes, o humanismo e o civismo – lamento, mas será sempre assim, ou seja, alguém que atropela quem e o que tiver de ser para atingir os seus objectivos. Mesmo que no poder.

Atente-se a Trump: É um ordinário, malcriado e inculto. As anormalidades que dizia em campanha, pratica-as no poder. O poder não o civilizou. Somos aquilo que ouvimos em casa, nas casas........

© Observador