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Trump, os russos e Portugal /premium

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28.03.2019

Passei umas horas da tarde deste último domingo em frente à CNN, à espera que fosse divulgada a carta do procurador-geral William Barr ao Congresso americano onde se resumiriam os principais resultados do relatório de Robert S. Mueller sobre a investigação por ele dirigida e que se destinava a averiguar se houve ou não conluio de Donald Trump ou de membros da sua campanha com os russos para interferir nas eleições presidenciais de 2016.

Por volta das sete e meia já se sabia tudo. A carta do procurador-geral era perfeitamente clara: não foram encontradas quaisquer provas que levassem a concluir a existência de conluio de Trump ou de membros da sua campanha com os russos. Quanto à outra questão investigada, a de saber se houvera tentativas de obstrução à justiça por parte de Trump, a carta revelava que o relatório de Mueller não concluía nem o crime de Trump nem a sua inocência. Lendo-a, fica-se com a impressão que a recusa de adoptar uma posição clara se deve à ausência de critérios absolutamente seguros para avaliar as declarações públicas dele relativamente à natureza da investigação de que era alvo. De qualquer maneira, foi uma vitória em toda a linha de Trump.

Naturalmente, a CNN ficou desiludida, para não falar dos democratas. Não se criam esperanças sanguíneas impunemente, e a esquerda americana criou-as como gente grande. O desejo do impeachment fazia alucinar a absoluta necessidade da culpa de Trump, e isso mesmo antes do início, há dois anos, da investigação de Mueller. Era ontologicamente impossível ele não ser culpado. E quando se cai de tão alto é impossível não doer. Para mais, o esquerdismo galopante que tomou conta dos democratas,........

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