Grândola: Vila Morena?
Foi num ambiente post festum que Miguel Carvalho escreveu o livro Quando Portugal Ardeu. Nitidamente desiludido com a evolução política em Portugal depois do 25 de Abril, o também autor do título Por Dentro do Chega, um homem claramente de esquerda radical, cobre o período revolucionário, nomeadamente a atuação das redes bombistas de extrema-direita, encabeçadas pelo MDLP. Segundo o mesmo, são anos traumáticos para a esquerda em Portugal, principalmente para o Partido Comunista. No norte do país, os atentados sucedem-se nesses anos de 75/76, visando sedes e equipamentos do partido de Cunhal.
Publicada em 2017, a obra assenta numa ideia, uma premissa omissa, de que nesses anos do PREC não estava a decorrer uma revolução de extrema-esquerda no país. Assim, a fúria destruidora e mortífera levada a cabo pelo MDLP assumiria uma agravada violência e sadismo, pois injustificada face ao processo normal e natural de democratização das terras lusas. É de uma tentativa de puro golpe contrarrevolucionário que se trata, de uma tentativa dos ultras do regime deposto de resgatar, ou ainda, de reviver, radicalizando, o salazarismo. Em nenhum momento o jornalista aponta a violência descarada contra pessoas e bens, os saneamentos, as ocupações de propriedade privada, as prisões arbitrárias, a distribuição indiscriminada de armas pela populaça legitimada, por parte das forças marxistas, chegando ao cúmulo de indignar-se perante a reação popular contra........





















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