Cotrim: um Presidente Liberal
É um velho preceito do liberalismo acerca do contrato social que podemos aprender muito em equacionar como o Estado poderia ter surgido. Em vez do momento histórico e cronologicamente concreto, imaginar que um grupo relativamente desconectado de homens e mulheres poderia conceber uma comunidade e, de seguida, passar à ação através de uma escritura, de uma assinatura formal individual no documento original.
Os contratualistas dividem-se a partir daqui: ou o homem é o lobo do homem, como diria Hobbes, ou, pelo contrário, no seu estado selvagem, os indivíduos respeitar-se-iam minimamente, conseguindo cooperar entre si, nomeadamente na defesa da vida e da propriedade individual. Todavia, seria inevitável nessa condição primeva haver divisões e contraditório, polémicas e abusos, e, assim sendo, para evitar que a justiça fosse aplicada em causa própria, por moto-próprio e por mão própria, todos os elementos da recém-instituída sociedade aceitariam ceder um pouco da sua liberdade original para oferecer à nova entidade artificial a prerrogativa da coerção física – isto é, da violência. Esta última visão corresponde à de Locke. Caberia ao Estado, então, não criar os direitos, pois eles são naturais, mas aperfeiçoar, profissionalizando e monopolizando, a sua defesa intransigente.
Assim, não compete ao Estado dar direitos, mas somente protegê-los. Daí resulta que esse corpo político não deve extravasar os seus poderes, correndo o risco de limitar e coartar as liberdades individuais. Um Leviatã minimalista com uma eficiência maximalista é o sonho de qualquer liberal que se preze.
Este género de doutrina e ideais nunca assentou em terras lusas. Nunca lhe foi conatural. Os seus........





















Toi Staff
Sabine Sterk
Penny S. Tee
Gideon Levy
Waka Ikeda
Tarik Cyril Amar
Mark Travers Ph.d
Grant Arthur Gochin
Chester H. Sunde